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Comentário de Paulo Roberto Goulart Marinho em 7 fevereiro 2012 às 11:23

Em "A Natureza em Marx" de Foster, Jonh Belamy há uma análise interessante sobre a extração e reposição de energia na natureza, o que ele chamou de metabolismo homem x natureza. Marx analisa o desequilíbrio entre a produção de alimentos demandantes de energia do solo e a reposição desta energia no ecossistema que não a pruduziu. Exemplifica o volume de dejetos lançados na Londres da época gerando poluição e doenças bem como o desgaste e o empobrecimento do solo. Aí já se ve o desequilíbrio entre extração e reposição de energia nos processos naturais.

A maldição de todos estes processos situa-se entre a extração e o consumo em locais distantes e incomunicaveis entre sí. Situo aquí não tanto os hidrocarbonetos mas toda energia agragada para coloca-lo disponivel e adequado ao consumo. Em relação a água por exemplo, temos informação que para um barril de petroleo do poço ao posto necessitam 200 de água para processa-lo em todo o ciclo. E assim de toda infra-estrutura como produção de energia elétrica, força de trabalho, madeira, etc...

A maldição pode estar na extrema concentração de valor e energia em um produto onde o consumo desta se dará de forma dissipada e em todo território nacional. Como então repor: sim repor pois tratamos de recursos finitos e recursos renováveis. Os finitos seu uso deve ser de alta eficiencia pois sabemos que não vai durar muito e nos renováveis devemos garantir as condições de resiliencia para que também não se tornem finitos por extinção ou degradação irrecuperável.
Acompanham a maldição a violência, a poluição, a pobreza, a miséria, os acidentes, os adoecimentos e o abandono quando do fim da riqueza petrolífera.

Existem muitos casos de cidades fantasmas pelo mundo onde a produção acabou, assim como também são coincidentes as situações de grandes produtores de hidrocabonetos e grande miséria, ditaduras, guerras e má distribuição de riquezas. É só nos lembrar-mos de quem são estes paises: Árabes e do terceiro mundo! Não queremos ser fantasmas, não queremos uma guerra do Iraque, não queremos nossos rios destruidos, não queremos maldição. A única forma que vejo para incorporarmos um pouco desta energia aos ecossistemas locais é ampliando a área de influencia direta dos empreendimentos no processo de licenciamento ambiental. Com nosso prezado deputado Dr. Aluizio na comissão de análise da distribuição dos royalties do pré-sal poderemos ter mudanças positivas nos processos de licenciamento ambiental diferenciado para esta nova fase, tanto no que diz respeito aos problemas técnicos como ambientais e para isto proponho que na análise dos processos considere as áreas que sofrem demanda por energia primária sejam incluidas como áreas de impacto direto.Isto vai significar que o empreendedor seja responsável direto pelas medidas mitigadoras dos impactos investindo na conservação e ampliação das riquezas impactadas com a prospecção, extração, transporte e beneficiamento e consumo final de hidrocarbonetos.   

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